domingo, 9 de dezembro de 2012

 

Mel - 2:58 a.m.

























sexta-feira, 1 de junho de 2012

 


É realmente estranha esta nostalgia, em última instância parece um ímpeto para a plenitude, para o ideal, a vontade de abarcar tudo, inclusive o passado e a saudade de nem se sabe o q...como é estranho né, a maior impressão e toda a sua grandiosidade desvanecer, alguns chamam isso de tempo...
(rato)
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

 

Caos da vontade

Insípido gosto da memória
me olho e caso de agúrio,
me jogo do casco do lamúrio
me prendo no asco do orgulho
entendo que o passo é oportuno
dadas as metas do aprender
engraço com a fé desperdiçada
encargo de muito existir
não meço a virtude da derrota
no traço do saber sem sentir

Pensar em dizer não é o mesmo que dizer
pensar sem dizer já é dizer pra você
dizer sem pensar depende pra quê
impossível saber

 





terça-feira, 24 de maio de 2011

 

prospecção de efemeridades

transcrição de fugas concentradas em
segundos, aspectos de outrora trazidos
sensitivamente se chocam com
tamanha potência de síntese
que a velocidade se torna abstrata.

êxtase fotográfico de obturador cíclico
tais cores iluminadas se tornam em mim
como imagens internas compostas por laços
brilhantes multitons em uma dimensão plena.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

 

Hoje me empresto de: Manoel de Barros


meu sentido sinestésico me instrui a acreditar  em certos tipos de sensibilidade, esse jeito de ver no ermo, com pretexto de natureza líquida, a interação mais profunda, mais essencial, e esse jeito de pintar as cenas de forma que experimentamos no íntimo as desfragmentações contínuas e as novas estruturas atemporais constuídas por segundo.. é pra mim extasiante.

XV
Viventes de ermo o que são
Quando começamos a cavar um buraco no leito seco
Do rio, os cascudos como que minavam das areias – e
Eram escuros. Suponho que andavam por lá hibernados,.
Agora se escondem por baixo das cascas podres.
Por baixo das cascas podres, dizem, esses cascudos metem.
Tais informações foram sempre dadas por devaneios, por
Indícios, por força de eflúvios

A partir da fusão com a natureza esses bixos se
Tornaram eróticos. Se encostavam no corpo da natureza
Para exercê-la. E se tornavam apêndices dela.
Ou seres adoecidos de natureza. Assim, pedras sonhavam
Eles para musgo. Sapos familiarizavam eles com o chão.
Nenhuma coisa ficava sem órgãos ou locas.
Mudaram a brancura das chuvas e a extensão dos escuros

Tal como peixes, lhes foi dada uma fisioloigia
Especial – para que vivam nas águas, a esses viventes
De ermo lhes deram vozes batráquias, que repercutem
Como algodão

As palavras invadem esse ermo como ervas
As coisas passam a ter desígnios. Não há o que lhes ande
por documentos. Enxergam borboletas apertando rios.
Escutam o luar comendo árvores. Trazem no centro da
Boca pequenas canaletas por onde lhes escorrem o lanho
E o lodo. O chão dá encosto para as suas latas, seus
Trevos, seus apetrechos.  Arrastam no crepúsculo andrajos
E moscas. Criam peixes nos bolsos. Há cogumelos
Paridos em seus ressaios. E vozes de rios e rãs em suas
Bocas. Águas manuseiam seus azuis. E, viver roça no
Corpo deles

- e palavras têm vida?
- palavras para eles têm carne aflição pentelhos – e
A cor do êxtase

quinta-feira, 24 de março de 2011

 

Solve et coagula







pretendendo algum significado, forçando o intento ao funcionamento, me uso de uma máxima que viaja as eras: a serpende, que infinita, se expande em sí mesmo, ao meu ver, confirma sumariamente as minhas constantes contradições, dissolve e coagula, une-se e flui, simultâneamente. assim a virtude àrcade outrora aclamada, sob os meus olhos, se traduz, nesses paradoxos atemporais. "Aurea mediocritas" a virtude do meio termo, abraça e se funde ao paradoxo ilimitado do contraste dos extremos. Apenas uma limitada visão, me fazendo valer mais das convenientes associações da minha mente, do que do amontoado de saberes vividos.

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